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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fatos e fotos de Engº Beltrão





Pedra Fundamental da Igrja Nossa Senhora das Graças de Engº Bltrão

 

 

A Matriz Nossa Senhora das Graças de Engenheiro Beltrão está em reforma. Neste ano, a igreja celebra 50 anos de Elevação à Paróquia. É costume em construções de Igrejas enterrar materiais juntamente com a Pedra Fundamental para serem desenterrados nos anos de celebração jubilar.

Por isso, na manhã desta sexta-feira (29), foi feita uma abertura na parede externa da Igreja Matriz, de onde foram retirados a pedra fundamental e um vidro contendo registros e informações do ano de 1965, ano de conclusão de parte da atual Igreja Matriz. Muitas pessoas pioneiras da comunidade se lembram ainda da celebração que contou com a presença do então Bispo Diocesano de Campo Mourão, Dom Eliseu Simões Mendes e do querido e saudoso Padre Aloísio Jacob, quando os dois lacraram a parede onde estavam estes materiais.

Os materiais escritos foram abertos com muito cuidado pelo pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, Padre José Coelho Pereira, e muitas informações ainda puderam ser aproveitadas, como uma lista dos "Padrinhos da Pedra Fundamental", ou seja, as famílias pioneiras que ajudaram na construção da Igreja.

Os documentos fazem ainda menção ao fato do vendaval ocorrido nos anos 50 e das disputas políticas nesta região. Estes materiais ficarão em posse da Igreja Matriz e serão expostos para que todos os fiéis tenham acesso a estes dados.

No próximo dia 08 de setembro, será aberto o “Ano Jubilar”, e será também enterrado na Igreja vários documentos, fotos, e informações que serão desenterradas apenas no ano de 2062, quando a Paróquia completar 100 anos de existência.

Igreja Matriz de Engº Bltraão




 

FESTAS JUNINAS



Com o aumento do catolicismo especialmente na Europa, as festividades pagãs foram violentamente combatidas. Porém, devido à importância das antigas tradições pagãs dentro da cultura Medieval essa situação não pode ser resolvida facilmente. Assim sendo, as Festas Juninas ganham novas roupagens, adaptadas aos moldes da Igreja Católica.
Os antigos deuses reverenciados nos festivais são substituídos por santos católicos que mais se assemelhavam com o ritual e com a crença popular em relação à riqueza, a fertilidade e a bem aventurança e vida eterna num paraíso celestial divino.

OS SANTOS NO CATOLICISMO FOLCLÓRICO.
São Pedro – São Pedro é o detentor das chaves do céu. É ele o responsável pela permissão de entrada dos católicos no paraíso. É também quem controla o tempo, a chuva e o sol. Assim sendo, numa sociedade agrária São Pedro é o responsável pela riqueza ou pobreza dos agricultores, uma vez que os fatores climáticos são determinantes para uma boa colheita.
                     Fonte - http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/dia-de-sao-pedro-2.php
São Paulo – Paulo representa o arrependimento dos pecados e abondade eterna de Deus, uma vez que o pecado, por mais grave que seja, pode ser sempre perdoado desde que haja o arrependimento.
                      Fonte - http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/jan/paulo2501.htm
Santo Antônio – É o santo casamenteiro, responsável em arranjar maridos para as mocinhas. Assim sendo é o santo da fertilidade, uma vez que o casamento é o consentimento da igreja para a formação de uma família e sobretudo para o nascimento dos filhos dentro das leis da igreja, isto é de pais casados.
                                  Fonte - http://wagsantos.sites.uol.com.br/personalidades/index.html

São João – São João é o santo que purifica o espírito do homem, a quem se deve pedir o perdão. São Jõao era conhecido como João Batista, primo de Jesus filho de Zacarias e Izabel. São João anunciava a vinda do Messias e instituiu o ritual do batismo, imersão em água simbolizando a purificação interior e o renascimneto para uma vida nova.
                                                                         Fonte - http://saojoaodegravata.com.br/

ELEMENTOS PRESENTES NA FESTA JUNINA.
 FOGUEIRA - Tanto nas culturas ocidentais como orientais o fogo é o simbolo de poder e purificação. O costume de acender fogueiras durante as festas juninas procede de origens pagãs e também judaica,somando aos valores cristãos.
                                      Fonte - http://www.brasilcultura.com.br/wp-content/uploads/2011/06/fogueira.gif

FOGOS DE ARTIFÍCIO, BOMBAS, TRAQUES - Estes artefatos tem origem na China e sua entrada na Europa foi através de Marco Pólo. O motivo pelo qual utiliza-se fogos de artificio buscamos não a comemoração , mas sim o afastamento das energias negativas que possa estar no ambiente.
               Foto: Marcos Lavezo / G1 Disponivel em - http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2012/06/festas-juninas-aumentam-vendas-de-fogos-de-artificio-em-rio-preto-sp.html

BALÕES - Os balões são originários da China, tendo suas origens nas dobradura de papel, popularmente conhecidas no ocidente como origamis.
Nos balões são introduzidos bilhetes pedindo graças, também existe a crença de que quanto o balão se queima no ar a graça não será atendida. Por outro lado para alcançar a graça o dono do balão deve correr atrás dele e pega-lo e imediatamente apaga-lo com um sopro.
É preciso ressaltar que soltar balões é proibido e também caracterizado como contravenção penal e crime ambiental.
                        Fonte - http://coisasparafestajunina.blogspot.com.br/2012/01/gifs-de-balao-para-festa-junina.html

COMIDAS E BEBIDAS- As comidas da Festa Junina são baseadas nos principios de fertilidade e representação da vida.
As principais comidas são preparadas à base de sementes amendoim, (pé de moleque), milho (bolo de fubá, canjica, pipoca), pinhão entre outros. Os alimentos são aqueles produzidos na época em que a festa acontece batata doce, doce de abobora e outros produtos colhidos no mês de junho.
A bebida mais caracteristica da festa Junina no Brasil é o quentão preparado a base de cachaça fervida com açucar e gengibre. E também o vinhão preparado a base de cachaça, vinho, açucar e temperado com especiarias cravo da india, canela, gengibre.
                                                    Fonte - http://chocolla.com.br/comidas-tipicas-para-festa-junina/



segunda-feira, 3 de setembro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Histórico, Simbolos e ponto turisco de Engenheiro Beltrão-Pr

Lago
Gruta
Lago da Gruta







História da Cidade






Etimologia. Engenheiro Vem do latim "ingenium", acrescido do sufixo nominativo "eiro", designando indivíduo diplomado em engenharia. (ABHF, AGC).
Beltrão - Sobrenome tirado de antigo nome de batismo. Origina-se do germânico "Bertho"... brilhante, e "hramn"... corvo, em frâncico. Houve dissimulação do primeiro "r", como prova a forma francesa ''Bertrand''.
Origem Histórica. A ocupação desta região, com fins de colonização e progresso regional, ocorreu no final da década de quarenta. Foi a partir desta época que a Sociedade Técnica e Colonizadora Engenheiro Beltrão Ltda, adquiriu extensa área de terras junto ao governo estadual. O programa urbanístico teve início no ano de 1949.
A denominação da localidade é homenagem ao engenheiro civil Alexandre Gutierrez Beltrão, nascido em 12 de setembro de 1896 e diretor da empresa colonizadora em 1949.
No início do século XVI, a região do Vale do Ivaí, norte do Paraná, onde se localiza atualmente o município de Engenheiro Beltrão, foi região visitada, conhecida e explorada pelos bandeirantes paulistas que procuravam índios guaranis junto aos padres jesuítas da Companhia "Quinta Vicentinos". As
penetrações no sertão aconteceram através do famoso Caminho de Peabiru e pela navegação através dos rios Ivaí e Piquiri.
Entre os pioneiros que colonizaram o município, a partir da década de 1940, relacionam-se Joaquim Viana Pereira, Manoel Andrade, João Xavier Padilha, pioneiro que se tornou conhecido por "Coronel Padilha". O progresso deu-se com o movimento migratório feito por japoneses, alemães e italianos.
O fantástico progresso permitiu que o povoado passasse à categoria de Distrito Judiciário e Administrativo, ao mesmo tempo. Isto se deu pela Lei Estadual n.º 613, de 27 de janeiro de 1951. Através da Lei n.º 253, de 26 de novembro de 1954, foi criado o município de Engenheiro Beltrão, com território sendo desmembrado do município de Peabiru. A instalação oficial ocorreu no dia 26 de novembro de 1955.
O primeiro prefeito municipal, eleito, foi o sr. Joaquim Antônio Bueno.

Fonte: prdagente.pr.gov.br


Bandeira de Engenheiro Beltrão -Pr




 Hino de Engº Beltrão

Qual a estrela que a história ocultasse
Entra as sombras do velho sertão
Eis agora a esplender sua face
Minha terra Engenheiro Beltrão
Há em seu nome crescente homenagem
Ao herói que este chão desbravou
E no seio da agreste paisagem
Uma nova cidade plantou.

Estribilho
Força viva propulsora
Nosso amor palpita em ti
Nessas glebas promissoras
Que embelezam o Ivaí.
Num porvir que já não tarda
Tua marcha alcançará,
As fileiras da vanguarda
Que honram o Nosso Paraná.

II
Teu progresso é vibrante mensagem
De trabalho, de amor e de fé.
Que mudou a floresta selvagem
Em perene caudal de café.
Pelas dignas mãos dessa gente
Que o teu alto destino conduz
Qual rosário deslizam sementes
Que germinam seares de luz

Estribilho
Força viva propulsora
Nosso amor palpita em ti
Nessas glebas promissoras
Que embelezam o Ivaí.
Num porvir que já não tarda
Tua marcha alcançará,
As fileiras da vanguarda
Que honram o Nosso Paraná.

Referências:
Jornal Enfoque de Engº Beltrão.Disponivel em:
https://www.google.com.br/search?q=gruta+de+engenheiro+beltrao&hl=pt-BR&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&s. Acesso em 01/09/12.

História da Cidade:Disponível em:
http://www.citybrazil.com.br/pr/engbeltrao/historia-da-cidade  Acesso em 01/09/12.
Hino de Engenheiro Beltrão. Disponivel em:
http://pt.wikisource.org/wiki/Hino_do_munic%C3%ADpio_de_Engenheiro_Beltr%C3%A3o    Acesso em 01/09/12

Simbolos de Engenheiro Beltrão-Pr


 

Hino de Engº Beltrão-Pr
Letra: Vera Vargas
Musica: Sebastião Lima

I
Qual a estrela que a história ocultasse
Entra as sombras do velho sertão
Eis agora a esplender sua face
Minha terra Engenheiro Beltrão
Há em seu nome crescente homenagem
Ao herói que este chão desbravou
E no seio da agreste paisagem
Uma nova cidade plantou.

CORO
Força viva propulsora
Nosso amor palpita em ti
Nessas glebas promissoras
Que embelezam o Ivaí.
Num porvir que já não tarda
Tua marcha alcançará,
As fileiras da vanguarda
Que honram o Nosso Paraná.

II
Teu progresso é vibrante mensagem
De trabalho, de amor e de fé.
Que mudou a floresta selvagem
Em perene caudal de café.
Pelas dignas mãos dessa gente
Que o teu alto destino conduz
Qual rosário deslizam sementes
Que germinam seares de luz







Simbolos de Engº Beltrao-Pr.Disponivel em:





FESTAS POPULARES DO ESTADO DO PARANÁ



FESTAS POPULARES DO ESTADO DO PARANÁ.
As festas populares que ocorrem no Paraná,  é resultado dos costumes trazidos pelos grupos de colonizadores e pelos que aqui já moravam.De acordo com a Secretaria Estadual da Cultura do Paraná elas são divididas em tradicionais; religiosas, feitas principalmente em honra a padroeiros e padroeiras municipais; gastronômicas, visando a atração de novos turistas; e outras festas, caracterizadas por períodos da agricultura, como plantio ou colheita; determinados produtos, como as flores; ou homenageando certas etnias, como ucraniana, alemã, polonesa ou japonesa.Dentre as principais estão:
Cavalhadas: tradicionalmente realizadas no município de Guarapuava, as Cavalhadas chegaram à localidade no ano de 1855 e, desde então, foram integradas ao seu cenário cultural. Ocorrendo por diversos anos na capela de São Sebastião, e depois na antiga Praça do Mercado, suas últimas edições foram realizadas na Praça Nove de Dezembro. A festa caracteriza-se como uma apresentação teatral de grande porte (mais de 1.000 atores) onde há disputa entre cristãos e mouros, com muitas lutas de espadas, músicas e torcidas, finalizada com a conversão dos mouros. Atualmente, as Cavalhadas não possuem data específica, sendo realizadas esporadicamente.
Cavalhada em Guarapuava.
Congada: na cidade da Lapa, a Congada é realizada por descendentes de povos africanos em homenagem a São Benedito. Com forte influência dessa etnia, seu nome reflete o ato de coroação do rei do Congo no Brasil com uma festa repleta de música, danças e cantos, além da encenação teatral.
 Congada na Lapa
Folia de reis: realizadas principalmente nas regiões norte e noroeste do Paraná, entre a véspera de Natal e o dia 6 de janeiro, a Folia de Reis tem origem portuguesa e é considerada uma festa de cunho religioso. Durante essa época, pessoas caracterizadas como os reis magos vão de casa em casa cantando e entoando versos referentes à visita dos três reis magos a Jesus, enquanto arrecadam alguma doação.
Grupo de Folia de Reis.
Fandango: tradição popular típica do litoral paranaense, a Festa do Fandango ocorre em Paranaguá, sempre na data de 26 de setembro, com apresentações dessa e de outras danças como a balainha e o pau-de-fita, além de cursos voltados à cultura popular, gastronomia típica e outras atividades. No município é realizado também o Baile Tradicional do Fandango, que acontece todo primeiro sábado do mês, visando a divulgação dessa manifestação cultural local.
Grupo folclorico dançando fandango
Festa do Divino: de origem portuguesa, a Festa do Divino chegou ao Paraná com os açorianos, no século XVIII, e é dedicada ao período em que o Espírito Santo esteve na presença dos apóstolos, após a ressurreição de Jesus Cristo. Nessa festa, realizada 50 dias após o domingo de Páscoa, duas pessoas são escolhidas como Imperador e Imperatriz, e outros como membros da corte, responsáveis pela louvação ao Espírito Santo. Entre as principais cidades que realizam a Festa do Divino estão Jataizinho, Morretes, Paranaguá e Ponta Grossa.
 Imagem da Festa do Divino em Ponta Grossa
Festa de Nossa Senhora do Rocio: em Paranaguá, todo mês de novembro é realizada uma grande festa em homenagem à padroeira do Paraná com missas, procissões e atividades culturais como shows, comercialização de artesanato local, pratos típicos de diversos Estados e países, e parque de diversões, atraindo um alto número de fiéis durante esses dias.
Imagem da Festa de Nossa Senhora do Rocio.

Referências Bibliograficas: 

Festas Populares do Paraná. Disponível em - http://www.sppert.com.br/Artigos/Brasil/Paran%C3%A1/Cultura/Folclore/Festas_populares_do_Paran%C3%A1/.

Fontes das Fotos :
Cavalhada em Guarapuava.
Fonte Disponivel - http://photos1.blogger.com/blogger/6358/2012/400/CAVALHADA-DE-GUARAPUAVA-63.jpg
 
Congada na Lapa
Fonte Disponivel-http://www.museuparanaense.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=66
 
Grupo de Folia de Reis.
Fonte Diponivel em - http://babeldasartes.com.br/blog/2011/01/06/saiba-por-que-hoje-e-dia-de-reis/folia-de-reis/
 
Grupo folclorico dançando fandango
Fonte Disponivel- http://www.fumcul.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15:grupos-de-fandango&catid=2:grupos-folcloricos&Itemid=3
 
Imagem da Festa do Divino em Ponta Grossa
http://www.portaldodivino.com/Parana/parana.htm

Imagem da Festa de Nossa Senhora do Rocio.
http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/11/chuva-nao-espanta-devotos-na-festa-de-nossa-senhora-do-rocio-no-pr.html

 

 







quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Simbolos do Paraná

Bandeira

Bandeira do Paraná. A Bandeira do Estado do Paraná foi adotada pelo Decreto Estadual nº 8, de 9 de janeiro de 1892. Passou por modificações em março de 1947 e, novamente, em setembro de 1990.

A atual Bandeira é a estabelecida pelo Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947. Compõe-se de um quadrilátero
verde, atravessado no ângulo superior esquerdo para o inferior direito por uma larga faixa branca contendo a representação da esfera celeste em azul e as cinco estrelas da Constelação do Cruzeiro do Sul em branco.

A esfera é atravessada, abaixo
da estrela superior do Cruzeiro, por uma faixa branca com a inscrição "PARANÁ", em verde. Circundam a esfera um ramo de pinheiro à direita e outro de mate à esquerda.


Brasão de Armas

 O Brasão de Armas foi instituído pela Lei nº 904, de 21 de março de 1910. Sua última modificação ocorreu em setembro de 1990.
 
O atual Brasão de Armas do Estado do Paraná é o estabelecido pelo Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947.


Escudo, era o complemento da armadura do cavaleiro medieval e dos guerreiros e se destinava a protegê-lo da investida das armas e instrumentos do inimigo. Recebeu, em determinada época, cores e desenhos emblemáticos de famílias, Estados e grupos sociais, passando a representá-los. O escudo dotado de cores e desenhos, denomina-se brasão ou escudo de armas. Escudo cortado, é aquele que foi dividido por uma linha horizontal. A parte superior é denominada de Chefe e ocupa uma terça parte do escudo.

Goles, também denominado de vermelho ou sangue é esmalte, expresso no desenho monocromático por linhas verticais. Indica audácia, valor, galhardia, nobreza e domínio (segundo Ginanni); caridade, magnanimidade, valor, atrevimento, alegria, vitória, honra (segundo Asencio).

O lavrador, armado de alfanje, em atitude de trabalho, voltado para a direita (do brasão), representa a destinação da atividade agrícola do Estado. A semivestimenta que o cobre (calça, sapatos e chapéu) é o tipo de vestimenta do homem do campo. O alfanje simboliza o trabalho frutífero e as colheitas.

Prata, ou branco, é o segundo metal, sendo representado deixando em branco o espaço que cobre. Significa inocência, felicidade, pureza, humildade, limpeza, integridade (Asencio) e amizade, eqüidade, justiça (Guelfi).

Chefe, é a primeira das peças honrosas de 1ª ordem, é a parte superior do escudo e corresponde ao seu terço. Representa o elmo do cavaleiro. Antigamente era peça concedida ao cavaleiro que saía da batalha ferido na cabeça e assim era enobrecido na guerra com o sangue derramado a serviço de seu rei.

Blau ou azul, é expresso por linhas horizontais. É o segundo dos esmaltes, representa justiça, formosura, nobreza, perseverança, zelo, lealdade (Asencio) e firmeza incorruptível, glória e virtude (Guelfi).

Montes ou montanhas, representam possessões montanhosas e também grandeza, sabedoria, nobreza. São os três terraços do planalto paranaense: o Oriental ou de Curitiba, o Central ou dos Campos Gerais e o Ocidental ou de Guarapuava. Como as altitudes são próximas a 900, 1215 e 1365 respectivamente, a representação dos tamanhos será em ordem ligeiramente crescente, do primeiro ao segundo e deste ao terceiro.

Sol, representado nascente, com raios retilíneos e ondulados alternadamente, é o símbolo da glória, eternidade, fama, unidade, verdade (Ronchetti).

Ouro, ou amarelo, é o primeiro dos metais e é representado por pontos. Indica nobreza, riqueza, esplendor, glória, poder, força (Guelfi). O ouro aplicado no sol representa poder, nobreza (Ronchetti).

Timbre é o ornamento exterior do escudo, representado pelo Gavião real, nhapecani, uiraçu (do tupi guirá – ave, açu – grande), da família Accipitridae – nome científico Harpia harpyja, anteriormente denominada por Lineu, em 1758, como Vultur harpyja e posteriormente Thrasaetus harpyia. É o maior dos acipitridas do mundo, atingindo quase 1 metro de comprimento e 2 metros de envergadura. Vive preferencialmente nas matas mais densas e altas, especialmente no cinturão nebuloso verde da porção oriental Sul do Brasil – a Floresta Atlântica. O cientista Rodolpho von Ihering, em sua obra “Dicionários dos Animais do Brasil”, considera a harpia como ave majestosa, digna de figurar nas armas nacionais. Atualmente é desconhecida a sua situação no território paranaense, pois há mais de 10 anos não existe constatação de sua presença, acreditando-se achar extinta no Estado. O gavião é representado pousado no escudo, com as asas abertas (estendido) e com a cabeça de perfil e voltada para a esquerda (do brasão).

Suportes são ornamentos colocados ao lado do escudo de armas, como destinados à sua guarda, sustentação e apoio. Estão representados por ramos de mate – Ilex paraguariensis (Saint Hilaire) - à direita, e de pinho – Araucaria angustifolia (Bertoloni) - à esquerda, nas cores naturais, estando o mate frutificado, com frutos de cor parda escura ou preta. Os dois ramos são postos em aspa, isto é, cruzantes na ponta. O mate e o pinho representam as riquezas naturais do Estado. O mate, conhecido pelos guaranis pela denominação de Caá, é vegetal existente desde tempos imemoriais. Já antes da dominação espanhola, as zonas banhadas pelos rios Paraná, Uruguai e Paraguai apresentavam, dele, extensa e soberba vegetação que os índios guaranis utilizavam como bebida ordinária, pois lhe conheciam as propriedades estimulantes e estomacais. Era vegetal desconhecido na Europa e foi por muitos anos a grande riqueza do Estado que o exportava para os países do Prata, especialmente.

O pinho é ainda o vegetal símbolo e característico do Paraná. É vegetal alto, com 20 a 30 metros de altura, 1 ou 2 metros de diâmetro, bastante ramado, com redução gradual até o ápice, com folhas coriáceas de ponta aguda, formando matas secas do planalto, especialmente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Sinople ou verde, como terceira cor é expresso por linhas diagonais, da direita para a esquerda do escudo. Simboliza vitória, honra, cortesia, abundância, amizade (Ginanni); esperança, posse (Asencio).

Fonte : “Símbolos do Paraná – Evolução Histórica – 1853 a 1984”, do Prof. Ernani Costa Straube, Curitiba, Imprensa Oficial do Estado, 1987. 

 

Hino

O Hino do Estado do Paraná foi instituído através do Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947, tendo por autores Domingos Nascimento (letra) e Bento Mossurunga (música). 






Gralha Azul

Não existe no Brasil uma ligação tão estreita de uma ave com um Estado, como a da Gralha-azul com o Paraná.
Gralha azulO pinhão, semente da araucária, árvore-símbolo do Estado do Paraná, é o principal alimento da Gralha-azul no inverno. Graças a essa feliz interação, a Gralha-azul e o pinheiro têm conseguido se perpetuar através dos tempos, não só na natureza mas também no coração dos paranaenses.
A Gralha-azul é uma espécie relativamente grande (39cm) de um azul reluzente, cabeça, pescoço e peito negros, penas da fronte arrepiadas formando uma espécie de topete, bico forte e cauda comprida. Vive na mata, gosta de se reunir em bandos nos pinheiros, que ajudam a disseminar, pelo ato de desmanchar a pinha no galho, comendo somente um ou outro pinhão, enquanto a maioria das sementes, cai no solo e germina. A Gralha-azul tem o hábito de enterrar pinhões. Além de contribuir na tarefa de reflorestar o Paraná, a Gralha-azul, é um símbolo protegido por lei. Diz a Lei Estadual Nº. 7957 de 12 de novembro de 1984, no Artigo 1º:  “É declarada ave-símbolo do Paraná o passeriforme denominado Gralha-azul, Cyanocorax caeruleus, cuja festa será comemorada anualmente durante a semana do meio ambiente, quando a Secretaria da Educação promoverá campanha elucidativa sobre a relevância daquela espécie avícola no desenvolvimento florestal do Estado, bem como no seu equilíbrio ecológico”.


 Pinheiro do Paraná

 
No Brasil a exploração florestal, teve início oficialmente em 1511, feita por Fernando de Noronha, o primeiro arrendatário de pau-brasil. Várias cartas régias foram baixadas no sentido de reservar as florestas da costa brasileira, como patrimônio real, sendo o corte somente permitido ao Reino, atendendo dessa maneira o suprimento de matéria-prima para a construção de caravelas. Esta atividade extrativa, notadamente de pau-brasil, constituiu-se até o século XVII, a principal fonte de divisas da Coroa, saída de terras brasileiras.
Araucária
Na verdade, também a madeira de boa qualidade e o tronco reto da araucária, não demoraram muito a serem notados pela Metrópole. Em 1765, um decreto do rei D. João V de Portugal autorizou o corte de pinheiros em Curitiba, para construir a nau São Sebastião, que navegou entre o Brasil e o Reino por mais de cinqüenta anos, indo em seguida para a África onde fez o transporte por outros tantos anos, ainda em bom estado de conservação.
Navio da armada lusitana.
No mesmo século XVIII, Afonso Botelho de Sampaio e Souza, achou por bem solicitar a decretação, para que fossem considerados propriedade real, os pinheiros cujo diâmetro, permitisse seu aproveitamento na mastreação dos navios da armada lusitana. A idéia porém, ainda que aplaudida no Reino, nunca se efetivou através de legislação adequada.

A exemplo do que aconteceu inicialmente em todo o Brasil, a madeira exportada era retirada do litoral pois a falta de ligação desse, com o planalto, constituía-se no maior empecilho, para a exploração dos pinheiros, que eram utilizados apenas nos limites de serra acima.

Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba.
A iniciativa do primeiro grande investimento madeireiro no Paraná se deve ao arrojo dos irmãos André e Antônio Rebouças, na organização da Companhia Florestal Paranaense, instalada em 1871, na localidade de Borda do Campo, próxima ao traçado da futura ferrovia Curitiba-Paranaguá. Porém, a concorrência estrangeira, notadamente a do Pinho de Riga, e a dificuldade de vias de comunicação que possibilitassem o escoamento da madeira, acabaram fazendo fracassar o empreendimento.

Mas foi somente após a abertura da Estrada da Graciosa, ligando Curitiba a Antonina, em 1873, da construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, em 1885 e do ramal Morretes-Antonina em 1891, que a extensa floresta de Araucária Angustifolia existente nos planaltos paranaenses, permitiu que a exploração da madeira tivesse início como uma das atividades econômicas mais importantes do Estado.


O grande propulsor da exportação do pinheiro paranaense foi, sem dúvida, a Primeira Guerra Mundial, pois com a impossibilidade de importação do similar estrangeiro, o pinho-do-paraná passou a abastecer o mercado interno e o argentino. Multiplicaram-se as serrarias, concentrando-se no centro-sul e deslocando-se para o oeste e sudoeste do Estado, à medida em que se esgotavam as reservas de pinheiros, mais próximas das ferrovias, transformando-se assim, a exportação de pinho, na nova atividade econômica paranaense, ultrapassando a importância da erva-mate como fonte de arrecadação de divisas para o Estado.

Transporte feito por caminhão.

O desenvolvimento do transporte feito por caminhão após a década de 30, libertou a indústria madeireira da dependência exclusiva da estrada de ferro, penetrando desta forma, cada vez mais para o interior.

Utilizando boa parte da mão-de-obra excedente do ciclo ervateiro, já em crise, foi ainda pela necessidade de acondicionar a erva-mate, anteriormente transportada em surrões de couro, que nasceu uma nova profissão: a dos barriqueiros, que confeccionavam barricas utilizando o pinho como matéria-prima. Foi ainda no bojo deste ciclo, que se instalaram no Paraná, diversas indústrias como fábricas de fósforos, de caixas e de móveis.


Em um determinado espaço de tempo, durante a Segunda Guerra Mundial, a madeira de pinho liderou a pauta das exportações do Paraná. Findo o período de conflito, o ciclo madeireiro foi declinando, sendo substituído pelo café que já despontava como uma das forças econômicas no Estado.


Assim, o ciclo econômico do pinho terminou por volta de 1940, sendo que da primitiva floresta de pinheiro-do-paraná, resta aproximadamente 5%. Mas é inegável também a importância que a araucária exerce ainda hoje na história, cultura, hábitos e artes do paranaense.

"Coré-etuba", isto é, ''muito pinhão'' "aqui", segundo a lenda, teria dito o cacique Tingui, ao ajudar a escolher o novo local transferindo a primitiva povoação das margens do rio Atuba, para a atual Praça Tiradentes. Da expressão indígena nasceu o nome e a cidade, que seria a futura Capital do Paraná: Curitiba.

Outros municípios têm seu nome ligado ao pinheiro: Araucária, Pinhão, Pinhalão, Ribeirão do Pinhal, São José dos Pinhais e localidades como: Pinhais, Pinhalzinho, Pinheiral, Três Pinheiros, etc.


Grande foi também a influência que o pinheiro exerceu sobre o imigrante que, quando aqui chegou, o utilizou para construir suas primeiras habitações. A importância de tal uso está evidenciada através das casas de troncos, sem pregos, sendo usada apenas a técnica do encaixe, hoje conservadas no memorial da imigração polonesa do Bosque João Paulo II, um dos mais bonitos e atrativos pontos turísticos de Curitiba.


Casa de Troncos


              Casa de Troncos - Bosque João Paulo II - Curitiba

Calçadas das praças e ruas de Curitiba.Calçadas das praças e ruas de Curitiba.














http://www.cidadao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=71
http://www.youtube.com/v/PCK-I85Uh_8&fs=1&source=uds&autoplay=1