segunda-feira, 3 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Histórico, Simbolos e ponto turisco de Engenheiro Beltrão-Pr
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Hino de Engº Beltrão
Qual a estrela que a história ocultasse
Entra as sombras do velho sertão
Eis agora a esplender sua face
Minha terra Engenheiro Beltrão
Há em seu nome crescente homenagem
Ao herói que este chão desbravou
E no seio da agreste paisagem
Uma nova cidade plantou.
- Estribilho
Nosso amor palpita em ti
Nessas glebas promissoras
Que embelezam o Ivaí.
Num porvir que já não tarda
Tua marcha alcançará,
As fileiras da vanguarda
Que honram o Nosso Paraná.
- II
De trabalho, de amor e de fé.
Que mudou a floresta selvagem
Em perene caudal de café.
Pelas dignas mãos dessa gente
Que o teu alto destino conduz
Qual rosário deslizam sementes
Que germinam seares de luz
- Estribilho
Nosso amor palpita em ti
Nessas glebas promissoras
Que embelezam o Ivaí.
Num porvir que já não tarda
Tua marcha alcançará,
As fileiras da vanguarda
Que honram o Nosso Paraná.
Referências:
Jornal Enfoque de Engº Beltrão.Disponivel em:
https://www.google.com.br/search?q=gruta+de+engenheiro+beltrao&hl=pt-BR&prmd=imvns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&s. Acesso em 01/09/12.
História da Cidade:Disponível em:
http://www.citybrazil.com.br/pr/engbeltrao/historia-da-cidade
Acesso em 01/09/12.Hino de Engenheiro Beltrão. Disponivel em:
http://pt.wikisource.org/wiki/Hino_do_munic%C3%ADpio_de_Engenheiro_Beltr%C3%A3o Acesso em 01/09/12
Simbolos de Engenheiro Beltrão-Pr
Hino de Engº Beltrão-Pr
Letra: Vera VargasMusica: Sebastião Lima
I
Qual a estrela que a história ocultasse
Entra as sombras do velho sertão
Eis agora a esplender sua face
Minha terra Engenheiro Beltrão
Há em seu nome crescente homenagem
Ao herói que este chão desbravou
E no seio da agreste paisagem
Uma nova cidade plantou.
CORO
Força viva propulsora
Nosso amor palpita em ti
Nessas glebas promissoras
Que embelezam o Ivaí.
Num porvir que já não tarda
Tua marcha alcançará,
As fileiras da vanguarda
Que honram o Nosso Paraná.
II
Teu progresso é vibrante mensagem
De trabalho, de amor e de fé.
Que mudou a floresta selvagem
Em perene caudal de café.
Pelas dignas mãos dessa gente
Que o teu alto destino conduz
Qual rosário deslizam sementes
Que germinam seares de luz
Simbolos de Engº Beltrao-Pr.Disponivel em:
http://www.youtube.com/watch?v=U9UAM7k2g3c Acesso em 01/09/12.
FESTAS POPULARES DO ESTADO DO PARANÁ
FESTAS POPULARES DO ESTADO DO PARANÁ.
As
festas populares que ocorrem no Paraná, é resultado dos costumes trazidos pelos grupos
de colonizadores e pelos que aqui já moravam.De acordo com a Secretaria
Estadual da Cultura do Paraná elas são divididas em tradicionais; religiosas,
feitas principalmente em honra a padroeiros e padroeiras municipais;
gastronômicas, visando a atração de novos turistas; e outras festas,
caracterizadas por períodos da agricultura, como plantio ou colheita;
determinados produtos, como as flores; ou homenageando certas etnias, como
ucraniana, alemã, polonesa ou japonesa.Dentre as principais estão:
Cavalhadas: tradicionalmente
realizadas no município de Guarapuava, as Cavalhadas chegaram à localidade no
ano de 1855 e, desde então, foram integradas ao seu cenário cultural. Ocorrendo
por diversos anos na capela de São Sebastião, e depois na antiga Praça do Mercado,
suas últimas edições foram realizadas na Praça Nove de Dezembro. A festa
caracteriza-se como uma apresentação teatral de grande porte (mais de 1.000
atores) onde há disputa entre cristãos e mouros, com muitas lutas de espadas,
músicas e torcidas, finalizada com a conversão dos mouros. Atualmente, as
Cavalhadas não possuem data específica, sendo realizadas esporadicamente.
Cavalhada em Guarapuava.
Congada: na cidade da Lapa, a
Congada é realizada por descendentes de povos africanos em homenagem a São
Benedito. Com forte influência dessa etnia, seu nome reflete o ato de coroação
do rei do Congo no Brasil com uma festa repleta de música, danças e cantos,
além da encenação teatral.
Congada na Lapa
Folia de reis: realizadas
principalmente nas regiões norte e noroeste do Paraná, entre a véspera de Natal
e o dia 6 de janeiro, a Folia de Reis tem origem portuguesa e é considerada uma
festa de cunho religioso. Durante essa época, pessoas caracterizadas como os
reis magos vão de casa em casa cantando e entoando versos referentes à visita
dos três reis magos a Jesus, enquanto arrecadam alguma doação.
Grupo de Folia de Reis.
Fandango: tradição popular
típica do litoral paranaense, a Festa do Fandango ocorre em Paranaguá, sempre
na data de 26 de setembro, com apresentações dessa e de outras danças como a
balainha e o pau-de-fita, além de cursos voltados à cultura popular,
gastronomia típica e outras atividades. No município é realizado também o Baile
Tradicional do Fandango, que acontece todo primeiro sábado do mês, visando a
divulgação dessa manifestação cultural local.
Grupo folclorico dançando fandango
Festa do Divino: de origem
portuguesa, a Festa do Divino chegou ao Paraná com os açorianos, no século
XVIII, e é dedicada ao período em que o Espírito Santo esteve na presença dos
apóstolos, após a ressurreição de Jesus Cristo. Nessa festa, realizada 50 dias
após o domingo de Páscoa, duas pessoas são escolhidas como Imperador e
Imperatriz, e outros como membros da corte, responsáveis pela louvação ao
Espírito Santo. Entre as principais cidades que realizam a Festa do Divino
estão Jataizinho, Morretes, Paranaguá e Ponta Grossa.
Imagem da Festa do Divino em Ponta Grossa
Festa de Nossa Senhora do Rocio:
em Paranaguá, todo mês de novembro é realizada uma grande festa em homenagem à
padroeira do Paraná com missas, procissões e atividades culturais como shows,
comercialização de artesanato local, pratos típicos de diversos Estados e
países, e parque de diversões, atraindo um alto número de fiéis durante esses
dias.
Imagem da Festa de Nossa Senhora do Rocio.
Referências Bibliograficas:
Festas Populares do Paraná. Disponível em - http://www.sppert.com.br/Artigos/Brasil/Paran%C3%A1/Cultura/Folclore/Festas_populares_do_Paran%C3%A1/.
Fontes das Fotos :
Cavalhada em Guarapuava.
Fonte Disponivel - http://photos1.blogger.com/blogger/6358/2012/400/CAVALHADA-DE-GUARAPUAVA-63.jpg
Congada na Lapa
Fonte Disponivel-http://www.museuparanaense.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=66
Grupo de Folia de Reis.
Fonte Diponivel em - http://babeldasartes.com.br/blog/2011/01/06/saiba-por-que-hoje-e-dia-de-reis/folia-de-reis/
Grupo folclorico dançando fandango
Fonte
Disponivel-
http://www.fumcul.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15:grupos-de-fandango&catid=2:grupos-folcloricos&Itemid=3
Imagem da Festa do Divino em Ponta Grossa
http://www.portaldodivino.com/Parana/parana.htm
Imagem da Festa de Nossa Senhora do Rocio.
http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/11/chuva-nao-espanta-devotos-na-festa-de-nossa-senhora-do-rocio-no-pr.html
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Simbolos do Paraná
Bandeira
A atual Bandeira é a estabelecida pelo Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947. Compõe-se de um quadrilátero
A esfera é atravessada, abaixo
Brasão de Armas
O Brasão de Armas foi instituído pela Lei nº 904, de 21 de março de 1910. Sua última modificação ocorreu em setembro de 1990.
O atual Brasão de Armas do Estado do Paraná é o estabelecido pelo Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947.
O atual Brasão de Armas do Estado do Paraná é o estabelecido pelo Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947.
Escudo, era o complemento da armadura do cavaleiro medieval e dos
guerreiros e se destinava a protegê-lo da investida das armas e
instrumentos do inimigo. Recebeu, em determinada época, cores e desenhos
emblemáticos de famílias, Estados e grupos sociais, passando a
representá-los. O escudo dotado de cores e desenhos, denomina-se brasão
ou escudo de armas.
Escudo cortado, é aquele que foi dividido por uma linha horizontal. A
parte superior é denominada de Chefe e ocupa uma terça parte do escudo.
Goles, também denominado de vermelho ou sangue é esmalte, expresso no
desenho monocromático por linhas verticais. Indica audácia, valor,
galhardia, nobreza e domínio (segundo Ginanni); caridade, magnanimidade,
valor, atrevimento, alegria, vitória, honra (segundo Asencio).
O lavrador, armado de alfanje, em atitude de trabalho, voltado para a
direita (do brasão), representa a destinação da atividade agrícola do
Estado. A semivestimenta que o cobre (calça, sapatos e chapéu) é o tipo
de vestimenta do homem do campo. O alfanje simboliza o trabalho
frutífero e as colheitas.
Prata, ou branco, é o segundo metal, sendo representado deixando em
branco o espaço que cobre. Significa inocência, felicidade, pureza,
humildade, limpeza, integridade (Asencio) e amizade, eqüidade, justiça
(Guelfi).
Chefe, é a primeira das peças honrosas de 1ª ordem, é a parte superior
do escudo e corresponde ao seu terço. Representa o elmo do cavaleiro.
Antigamente era peça concedida ao cavaleiro que saía da batalha ferido
na cabeça e assim era enobrecido na guerra com o sangue derramado a
serviço de seu rei.
Blau ou azul, é expresso por linhas horizontais. É o segundo dos
esmaltes, representa justiça, formosura, nobreza, perseverança, zelo,
lealdade (Asencio) e firmeza incorruptível, glória e virtude (Guelfi).
Montes ou montanhas, representam possessões montanhosas e também
grandeza, sabedoria, nobreza. São os três terraços do planalto
paranaense: o Oriental ou de Curitiba, o Central ou dos Campos Gerais e o
Ocidental ou de Guarapuava. Como as altitudes são próximas a 900, 1215 e
1365 respectivamente, a representação dos tamanhos será em ordem
ligeiramente crescente, do primeiro ao segundo e deste ao terceiro.
Sol, representado nascente, com raios retilíneos e ondulados
alternadamente, é o símbolo da glória, eternidade, fama, unidade,
verdade (Ronchetti).
Ouro, ou amarelo, é o primeiro dos metais e é representado por pontos.
Indica nobreza, riqueza, esplendor, glória, poder, força (Guelfi). O
ouro aplicado no sol representa poder, nobreza (Ronchetti).
Timbre é o ornamento exterior do escudo, representado pelo Gavião real,
nhapecani, uiraçu (do tupi guirá – ave, açu – grande), da família
Accipitridae – nome científico Harpia harpyja, anteriormente denominada
por Lineu, em 1758, como Vultur harpyja e posteriormente Thrasaetus
harpyia. É o maior dos acipitridas do mundo, atingindo quase 1 metro de
comprimento e 2 metros de envergadura. Vive preferencialmente nas matas
mais densas e altas, especialmente no cinturão nebuloso verde da porção
oriental Sul do Brasil – a Floresta Atlântica. O cientista Rodolpho von
Ihering, em sua obra “Dicionários dos Animais do Brasil”, considera a
harpia como ave majestosa, digna de figurar nas armas nacionais.
Atualmente é desconhecida a sua situação no território paranaense, pois
há mais de 10 anos não existe constatação de sua presença,
acreditando-se achar extinta no Estado. O gavião é representado pousado
no escudo, com as asas abertas (estendido) e com a cabeça de perfil e
voltada para a esquerda (do brasão).
Suportes são ornamentos colocados ao lado do escudo de armas, como
destinados à sua guarda, sustentação e apoio. Estão representados por
ramos de mate – Ilex paraguariensis (Saint Hilaire) - à direita, e de
pinho – Araucaria angustifolia (Bertoloni) - à esquerda, nas cores
naturais, estando o mate frutificado, com frutos de cor parda escura ou
preta. Os dois ramos são postos em aspa, isto é, cruzantes na ponta.
O mate e o pinho representam as riquezas naturais do Estado. O mate, conhecido pelos guaranis pela denominação de Caá, é vegetal
existente desde tempos imemoriais. Já antes da dominação espanhola, as
zonas banhadas pelos rios Paraná, Uruguai e Paraguai apresentavam, dele,
extensa e soberba vegetação que os índios guaranis utilizavam como
bebida ordinária, pois lhe conheciam as propriedades estimulantes e
estomacais. Era vegetal desconhecido na Europa e foi por muitos anos a
grande riqueza do Estado que o exportava para os países do Prata,
especialmente.
O pinho é ainda o vegetal símbolo e característico do Paraná. É vegetal
alto, com 20 a 30 metros de altura, 1 ou 2 metros de diâmetro, bastante
ramado, com redução gradual até o ápice, com folhas coriáceas de ponta
aguda, formando matas secas do planalto, especialmente do Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul.
Sinople ou verde, como terceira cor é expresso por linhas diagonais, da
direita para a esquerda do escudo. Simboliza vitória, honra, cortesia,
abundância, amizade (Ginanni); esperança, posse (Asencio).
Fonte
: “Símbolos do Paraná – Evolução Histórica – 1853 a
1984”, do Prof. Ernani Costa Straube, Curitiba, Imprensa Oficial do
Estado, 1987.
Hino
O Hino do Estado do Paraná foi instituído através do Decreto-Lei nº 2.457, de 31 de março de 1947, tendo por autores Domingos Nascimento (letra) e Bento Mossurunga (música).
Gralha Azul
Não existe no Brasil uma ligação tão estreita de uma ave com um Estado, como a da Gralha-azul com o Paraná.
A Gralha-azul é uma espécie relativamente grande (39cm)
de um azul reluzente, cabeça, pescoço e peito negros, penas da fronte
arrepiadas formando uma espécie de topete, bico forte e cauda comprida.
Vive na mata, gosta de se reunir em bandos nos pinheiros, que ajudam a
disseminar, pelo ato de desmanchar a pinha no galho, comendo somente um
ou outro pinhão, enquanto a maioria das sementes, cai no solo e
germina. A Gralha-azul tem o hábito de enterrar pinhões. Além de contribuir na tarefa de reflorestar o Paraná, a
Gralha-azul, é um símbolo protegido por lei. Diz a Lei Estadual Nº.
7957 de 12 de novembro de 1984, no Artigo 1º: “É declarada ave-símbolo do Paraná o passeriforme denominado Gralha-azul, Cyanocorax caeruleus,
cuja festa será comemorada anualmente durante a semana do meio
ambiente, quando a Secretaria da Educação promoverá campanha elucidativa
sobre a relevância daquela espécie avícola no desenvolvimento florestal
do Estado, bem como no seu equilíbrio ecológico”.
Pinheiro do Paraná
No Brasil a exploração florestal, teve início oficialmente em 1511, feita por Fernando de Noronha, o primeiro arrendatário de pau-brasil. Várias cartas régias foram baixadas no sentido de reservar as florestas da costa brasileira, como patrimônio real, sendo o corte somente permitido ao Reino, atendendo dessa maneira o suprimento de matéria-prima para a construção de caravelas. Esta atividade extrativa, notadamente de pau-brasil, constituiu-se até o século XVII, a principal fonte de divisas da Coroa, saída de terras brasileiras.
Na verdade, também a madeira de boa qualidade e o tronco reto da araucária, não demoraram muito a serem notados pela Metrópole. Em 1765, um decreto do rei D. João V de Portugal autorizou o corte de pinheiros em Curitiba, para construir a nau São Sebastião, que navegou entre o Brasil e o Reino por mais de cinqüenta anos, indo em seguida para a África onde fez o transporte por outros tantos anos, ainda em bom estado de conservação.
No mesmo século XVIII, Afonso Botelho de Sampaio e Souza, achou por bem solicitar a decretação, para que fossem considerados propriedade real, os pinheiros cujo diâmetro, permitisse seu aproveitamento na mastreação dos navios da armada lusitana. A idéia porém, ainda que aplaudida no Reino, nunca se efetivou através de legislação adequada.
A exemplo do que aconteceu inicialmente em todo o Brasil, a madeira exportada era retirada do litoral pois a falta de ligação desse, com o planalto, constituía-se no maior empecilho, para a exploração dos pinheiros, que eram utilizados apenas nos limites de serra acima.
A iniciativa do primeiro grande investimento madeireiro no Paraná se deve ao arrojo dos irmãos André e Antônio Rebouças, na organização da Companhia Florestal Paranaense, instalada em 1871, na localidade de Borda do Campo, próxima ao traçado da futura ferrovia Curitiba-Paranaguá. Porém, a concorrência estrangeira, notadamente a do Pinho de Riga, e a dificuldade de vias de comunicação que possibilitassem o escoamento da madeira, acabaram fazendo fracassar o empreendimento.
Mas foi somente após a abertura da Estrada da Graciosa, ligando Curitiba a Antonina, em 1873, da construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, em 1885 e do ramal Morretes-Antonina em 1891, que a extensa floresta de Araucária Angustifolia existente nos planaltos paranaenses, permitiu que a exploração da madeira tivesse início como uma das atividades econômicas mais importantes do Estado.
O grande propulsor da exportação do pinheiro paranaense foi, sem dúvida, a Primeira Guerra Mundial, pois com a impossibilidade de importação do similar estrangeiro, o pinho-do-paraná passou a abastecer o mercado interno e o argentino. Multiplicaram-se as serrarias, concentrando-se no centro-sul e deslocando-se para o oeste e sudoeste do Estado, à medida em que se esgotavam as reservas de pinheiros, mais próximas das ferrovias, transformando-se assim, a exportação de pinho, na nova atividade econômica paranaense, ultrapassando a importância da erva-mate como fonte de arrecadação de divisas para o Estado.
O desenvolvimento do transporte feito por caminhão após a década de 30, libertou a indústria madeireira da dependência exclusiva da estrada de ferro, penetrando desta forma, cada vez mais para o interior.
Utilizando boa parte da mão-de-obra excedente do ciclo ervateiro, já em crise, foi ainda pela necessidade de acondicionar a erva-mate, anteriormente transportada em surrões de couro, que nasceu uma nova profissão: a dos barriqueiros, que confeccionavam barricas utilizando o pinho como matéria-prima. Foi ainda no bojo deste ciclo, que se instalaram no Paraná, diversas indústrias como fábricas de fósforos, de caixas e de móveis.
Em um determinado espaço de tempo, durante a Segunda Guerra Mundial, a madeira de pinho liderou a pauta das exportações do Paraná. Findo o período de conflito, o ciclo madeireiro foi declinando, sendo substituído pelo café que já despontava como uma das forças econômicas no Estado.
Assim, o ciclo econômico do pinho terminou por volta de 1940, sendo que da primitiva floresta de pinheiro-do-paraná, resta aproximadamente 5%. Mas é inegável também a importância que a araucária exerce ainda hoje na história, cultura, hábitos e artes do paranaense.
"Coré-etuba", isto é, ''muito pinhão'' "aqui", segundo a lenda, teria dito o cacique Tingui, ao ajudar a escolher o novo local transferindo a primitiva povoação das margens do rio Atuba, para a atual Praça Tiradentes. Da expressão indígena nasceu o nome e a cidade, que seria a futura Capital do Paraná: Curitiba.
Outros municípios têm seu nome ligado ao pinheiro: Araucária, Pinhão, Pinhalão, Ribeirão do Pinhal, São José dos Pinhais e localidades como: Pinhais, Pinhalzinho, Pinheiral, Três Pinheiros, etc.
Grande foi também a influência que o pinheiro exerceu sobre o imigrante que, quando aqui chegou, o utilizou para construir suas primeiras habitações. A importância de tal uso está evidenciada através das casas de troncos, sem pregos, sendo usada apenas a técnica do encaixe, hoje conservadas no memorial da imigração polonesa do Bosque João Paulo II, um dos mais bonitos e atrativos pontos turísticos de Curitiba.
Casa de Troncos - Bosque João Paulo II - Curitiba
http://www.cidadao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=71
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